Eeeeeeeeeeeeee! Demoramos, porém, estamos AQUI, felizes e alegres com mais um capítulo extraodinariamente espetacular para todas vocês, leitoras queridas e amadas! HAHAHA

Geeeeeeeeeeeente o capítulo hoje está sensacional de um modo que só vocês lendo vão conseguir perceber tudo que eu estou dizendo. Foi gostoso demais de escrever e de ler e reler tudo que foi escrito e ver o resultado final. Esperamos que vocês gostem também!

Comentem, comentem, comentem!



POV ISABELLA

Finalmente eu estava no lugar certo.

E estar no lugar certo significava que desesperadamente um tentava alcançar a roupa do outro e puxá-la para longe do corpo o mais rápido possível. Como estávamos ainda ao lado da porta e o vento entrava com um furacão, ele se afastou para trancá-la enquanto eu esperava, arfando, meu coração aos pulos, os braços jogados ao lado do corpo, os cabelos espalhados pela bagunça que eu tinha feito e pela bagunça que Edward tinha feito. Ele se virou lentamente e me olhou. E foi como um choque.

Os olhos dele ardiam de desejo e estavam verdes escuro como eu me lembrava tão bem. Com um sorriso totalmente selvagem, ele deu dois passos em minha direção e eu simplesmente me deixei levar, o que mais poderia fazer?

- Eu te quero. – disse sensualmente e começou a desabotoar os botões da fina blusa de lã que eu estava usando. Eu fechei os olhos, arrepios me percorrendo da nuca à base da coluna. – Eu esperei tanto por isso. Senti tanta saudade do seu cheiro, – inclinou meu pescoço levemente, enquanto eu posicionava minhas mãos em seus ombros, sem querer força-lo e quase implorando por mais contato. – de senti-la assim tão próxima. Diga-me, mi estrella. Sentiu minha falta?
Com dificuldade eu tentei responder.

- Eu sonhava com você abraçado ao meu corpo, sua mão deslizando por mim enquanto a outra acariciava meu cabelo. Sonhei que eu distribuía beijos por todo seu corpo e mesmo assim não era suficiente, porque eu precisava de você... Dentro de mim

Quando eu disse isso ele me agarrou rudemente puxando a blusa mais rapidamente e conseguindo acesso a fina camada da regata que eu usava por baixo. Eu queria seus lábios. Então enfiei minha língua dentro da sua boca em um beijo erótico, movendo meu rosto de modo que ele tivesse mais acesso a minha boca, buscando de qualquer forma mais, mais, mais. Ele começou a me empurrar em direção ao corredor em busca de um quarto. A primeira porta que ele conseguiu tatear atrás de mim, enquanto apalpava minha bunda e buscava a maçaneta da porta, foi a que entramos.

Ele estava com o sobretudo e botas pesadas. E eu, desesperada, precisava dele nu. Rapidamente eu comecei a puxar, desabotoar, tentando tirar tudo aquilo. Maldito, por que estava tão vestido? Eu estava com uma calça de moletom muito quente, mas que não estava exercendo sua função uma vez que o meu próprio corpo já me aquecia.

- Me beija, Edward. – eu disse enquanto ele tentava arrancar uma das botas.

Ele avançou sobre mim, nervoso, querendo tocar toda a minha pele. Nós tínhamos pressa: de tocar, acariciar, sentir.

Desejo.

Aos pés da cama o que conseguimos tirar já estavam no chão. Eu alisei seu peito e subi para seus ombros. Tamborilando meus dedos e pressionando a palma da minha mão, desci por suas costas fortes, acariciando sua coluna vertebral enquanto ele empurrava meu cabelo para um lado e dava beijos molhados e sensuais em meu pescoço. Pousei minhas mãos em seu traseiro e apertei, trazendo o para mais perto de mim. Sua ereção era tão evidente e eu o queria tanto. Com as minhas mãos ainda repousadas ali, afastei meu rosto para olha – lo.

- Você continua como eu lembro. – sussurrei. – Algumas coisas a minha mente não conseguiu guardar em detalhes – e apertei sua bunda com mais força -, mas você está aqui e agora. E eu senti tanto a sua falta. Me faz esquecer de quem eu sou hoje. Me ame de todas as formas possíveis, toque o meu corpo, me relembre os motivos que me fizeram te amar. Não fale. Diga com gestos, com olhares, com o seu toque. Apenas me ame. Amar, Edward. Amor. Você. Agora.

E ele atendeu o meu pedido. E parece que o frenesi de pouco segundos em que os dois queriam tocar tudo ao mesmo tempo se foi, sendo substituído pelo carinho lento, por caricias sedutoras, por gemidos baixos que saiam de mim e dele. Beijamo-nos e dessa vez foi provando, redescobrindo, relembrando, sentindo. Eu me abracei a ele tão fortemente que foi quase como se fossemos um. Mais uma vez, de novo. Com precisão, ele jogou seu corpo sob o meu e eu deitei na cama. Seu cheiro me inebriava e uma pequena lágrima se formou em meus olhos e escorreu. Com um sorriso de desejo, me deixei envolver.
Beijos.

Na testa, nas pálpebras, na bochecha descendo para o maxilar e chegando ao pescoço. Seu corpo se moveu sob o meu e minhas mãos apertavam a carne de suas costas enquanto as suas deslizavam pela lateral do meu corpo e chegou ao meu seio. Ele lambeu e chupou, delicadamente, mas quando eu arqueei minhas costas ele começou a fazer um trabalho realmente muito bom. Gemidos estavam saindo de meus lábios, insana, louca. Sua mão deslizou pela minha coxa e me atingiu em cheio, meu corpo nu e ansiando por isso, enquanto capturava meus lábios, acessando muito bem cada aspecto do meu corpo que conseguia alcançar.

Retribui cada carinho, eu lambi e mordi seu pescoço enquanto via sua boca se abrir, sua mente tomada pela luxúria. Eu apertei seu traseiro enquanto esfregava meus quadris no seu, friccionando. Eu deixei meus pés deslizarem por suas panturrilhas e com isso apertei sua cintura com minhas coxas. Depois que ele juntou os meus seios e estava muito concentrado na tarefa enquanto eu me contorcia, puxei sua cabeça e enquadrei seu rosto em minhas mãos. Sua boca estava vermelha, seus olhos com aquele tom de verde escuro que tanto me excitava. Eu já estava pronta para ele. Ele ainda estava com a cueca boxer.

- Mi estrella... Eu esperei... – e me deu um beijo molhado, mordendo meu lábio. Seu quadril rebolando lentamente, torturando aos poucos. – Diga, você também me quer?

- Eu quero tudo de você, agora. – implorei, esfregando meus seios no seu peito forte para frisar minhas palavras. Joguei-me por cima dele e o puxei para mim dando um beijo tão quente, enfiando minha língua dentro da boca dele, mordendo seu lábio, inclinando a sua cabeça para ter mais acesso. Fiquei sentada em cima dele, sua ereção cutucando no ponto certo enquanto eu me aproveitava da situação.

Eu apoiei minhas mãos em seu peito, marcando-o e ele se inclinou fazendo com que o meu próprio corpo se inclinasse também, meu corpo se estendendo e só não encostando em suas pernas porque ele mantinha minha coluna apertada entre suas mãos. Sua boca desceu para meu umbigo e foi uma fisgada que chegou ao meu centro e eu me contorci, meu cabelo – esse sim – alisando suas grossas coxas. Era torturantemente gostoso. E ele sabia disso, por isso continuou pela minha barriga, mordiscando, lambendo e beijando. Em um momento eu estava sentado nele e no outro na cama novamente, com sua cabeça entre as minhas pernas.

Ele fez um bom trabalho: lambeu, chupou e me fez contorcer. Quando eu estava satisfeita, quase chegando ao ápice, puxei sua cabeça pelos cabelos.

- Eu quero lhe satisfazer. – ele disse por cima de mim, esmagando seu corpo no meu de uma maneira deliciosa. – Eu te amo, Bella. Diga-me: você gosta quando eu estou aqui? – ele perguntou enquanto dava uma longa lambida da base do meu pescoço até atrás da minha orelha. Ali, ele lambeu de forma erótica e pervertida o lóbulo. Arqueei o quadril, sua coxa entre as minhas pernas e eu me esfregando tentando encontrar contato. – Ou você prefere quando eu desço um pouco mais? – e deu beijos molhados e sensuais ao longo do meu busto, rodeando o mamilo com a sua boca treinada.

Gemi e então afastei minhas pernas apenas para rodeá-lo com as mesmas e travar meus tornozelos. Ele voltou para meu rosto, que eu puxei.

- Satisfaça-me! – sussurrei em seu ouvido quando ele voltou para beijar meu maxilar.

E então, ele se posicionou e foi adentrando em mim devagar. Quando estava completamente, nós dois soltamos nossas respirações que não lembrávamos estar prendendo. Minhas mãos deslizou por suas costas, apertado a carne até que pousou em suas nádegas apertando e forçando seu corpo a começar a se mover. E uma explosão adentrou meu corpo. Foi lento, com ele acariciando meu corpo, beijando toda a pele que estava ao seu alcance, esfregando meu corpo contra o seu em um movimento lento... Sensual...

Agarrei seu cabelo, enquadrando sua cabeça em minhas mãos e o beijei, minha língua indo o mais fundo que eu conseguia em sua boca. Rapidamente ele correspondeu e a sua língua foi para dentro da minha boca, fazendo movimentos similares aos que acontecia na parte debaixo de nossos corpos. Seus movimentos aumentaram e ele passou os braços por baixo do meu corpo, juntando nossos corpos num abraço cheio de desejo, amor, carinho, saudade... Foi com a boca pregada em seu ouvido, enquanto o abraçava apertado também, com meus quadris chocando-se contra o dele, entrando no mesmo ritmo, que eu gemia e grunhia. Quando nossos corpos se descontrolaram e tremeram, estávamos tão conectados o quanto era possível.

Ele virou de lado, puxando-me para seu peito e entrelaçando nossas pernas. Ele assoprou os cachos do meu cabelo desgrenhado, puxando-os para trás. Fechei os olhos quando as pontas dos seus dedos acariciaram minha pele sensível.

- Mi estrella... – ele sussurrou. – Tão minha.

Eu encostei meu queixo no seu peito, apoiando com as mãos.

- Eu senti sua falta, sabia? – falei com um sorriso lânguido. – De tudo, mas das nossas conversas e de como você gosta de me provocar ainda mais. Sem você parece que não tinha mais o desafio me espreitando. – e o cutuquei na barriga quando ele deu um sorriso gostoso.

Rapidamente lhe dei um beijo. Ele colocou um braço atrás da cabeça, enquanto com o outro me abraçava.

- Como foi? – ele perguntou baixinho.

- Como foi o quê? – respondi, já sabendo do que ele queria falar.

- Como foram todos esses meses depois que eu parti? – ele perguntou, fazendo a bondade de demonstrar sua tristeza pelo tom de voz.

- Foram... Terríveis. – falei sinceramente. Ele me apertou ao seu lado, como um pedido de desculpas. – Eu chorei, sofri e quase me destruí antes de conseguir me levantar, mas estou bem e não importa mais. Passou. Vivi e experimentei, porém, não quero reviver mais uma vez. Portanto – falei mordendo seu peito forte – trate de se comportar.

- Eu estava incapacitado. – ele murmurou. – O mais difícil foi saber a dor que te causei.

Ficamos em silêncio. Quando pareceu que horas tinham se passado, ele brincando com o meu cabelo enquanto meus dedos brincavam com o seu abdômen.

- Nós não estamos destruídos, estamos? – perguntei me encolhendo.

- Estávamos destruídos. Agora você está aqui comigo e nada mais importa. Não te deixarei partir, não deixarei você fugir. Receberei as suas respostas ácidas tentando me controlar para não responde-las e a abraçando quando fizer algo engraçado. Na verdade, te abraçarei sempre porque quero lembrar quão sortudo sou. Você é tudo que eu desejo. Não vai ser tão fácil assim se desprender. Se você longe eu não te deixei em paz, aqui tão perto de mim não será diferente. Eu estarei onde você menos esperar.

POV EDWARD

Céu. Era bom estar de volta.

A neve estava caindo com menos força, mas o ar continuava tão frio quanto antes. Eu tinha virado o sofá da sala em direção à parede de vidro e estava sentado sobre ele com um cobertor enrolado em volta do corpo.
Estava considerando levantar para colocar mais lenha na lareira quando senti braços me abraçando por trás e um beijo molhado em meu pescoço. Céu, completo e puro céu.

- O que está olhando aí?

- Nada. Você me deixou abandonado na cama e então eu vim pra cá.

- Você estava dormindo – ela mordeu minha orelha e eu senti o efeito pelo corpo todo. – e eu estava com fome. Sendo um péssimo anfitrião, você não me alimenta.

Eu virei o rosto para olhar para ela com um sorriso. – Está mesmo reclamando da minha hospitalidade?

- Bem, já que você mencionou...

- Acho que eu preciso fazer tudo de novo então. – eu passei um braço por sua cintura e a puxei para o meu colo.

Ela deu um grito com a cambalhota forçada.

- Edward! Eu poderia ter quebrado o pescoço!

- Eu nunca deixaria nenhum mal te ocorrer, mi estrella. Sou um príncipe.

- Ah claro, um verdadeiro...

Eu a calei com um beijo antes que ela pudesse começar os insultos. Ainda tínhamos muito tempo a recuperar.

Ela suspirou contra minha boca. – Eu só desisto porque você beija bem.

- Tem outras coisas que eu faço bem também... – murmurei beijando seu pescoço enquanto minha mão serpenteava por dentro de seu moletom, e então de sua calcinha. Ela enfiou as unhas em meus ombros. – Porque você se vestiu de novo? Atraso de vida...

Ela começou a rir, mas o som terminou em um gemido. – Está frio...

- Não mais.

- É... Não mais...

Ela começou a puxar as cordas do meu roupão quando a penetrei com dois dedos. Um grunhido involuntário escapou de meus lábios quando sua mão se fechou sobre mim.

- Depressa... – ela pediu e eu puxei a calça pelas suas pernas.

Bella enrolou as pernas em meu quadril e me puxou para sua boca. Quando nos unimos, pareceu que meu cérebro começou a explodir. Eu duvidava que fosse algum dia ter o suficiente dela.

Quando eu senti o baque nas costas, percebi que tínhamos ido parar no chão. Eu não tive tempo de praguejar por causa da dor porque minha estrela espalmou as mãos em meu peito e começou a se movimentar.

Minhas mãos fizeram o caminho até sua bunda. – Tira a blusa...

Ela não pareceu me escutar a princípio, mas então arrancou a camisa de mangas compridas pela cabeça. Talvez estivesse com calor. Seu sutiã sumiu em seguida. Então ela colocou as mãos em meus ombros e aumentou o ritmo.

Bella caiu sobre mim algum tempo depois, sua respiração acelerada soando bem perto do meu ouvido. Meu corpo tinha perdido a habilidade de se movimentar e pelo momento eu permaneceria vegetando ali. Estava bom assim.

- Vamos nos matar assim, sabia? – ela murmurou com humor na voz.

- Não consigo pensar em um melhor jeito de morrer... Você consegue? – eu senti mais do que ouvi seu corpo tremendo com a risada. – Mas que merda é essa imprensando minha...

- É o roupão... Você ainda está vestindo...

Eu afastei a roupa com o braço e percebi que o cobertor também estava enrolado nas minhas pernas. – Claro, alguém estava com pressa...

- E você bem estava reclamando... – ela enfiou o cotovelo na minha barriga para se mover e eu praguejei. – Ah, desculpe...

- Eu não vou sair daqui ileso mesmo.

- Hum, nem me fale. Temos que voltar.

Eu deitei de novo ao seu lado, joguei o cobertor sobre nós e me virei para ela. – Não temos não. Podemos ficar aqui e esquecer do mundo. O que acha, hein? 

Ela sorriu. – Ninguém ia dar falta, obviamente.

- Obviamente. – eu passei um dedo sobre sua testa, seu nariz, sua boca... – É uma boa ideia, minha estrela.

- É uma ideia ingênua e ilógica.

- Não deixa de ser boa. Feche os olhos e imagine. Anda, faça isso. – insisti quando ela permaneceu me encarando até que ela balançou a cabeça e me obedeceu. – Não íamos ter obrigação nenhuma. Nem horários, nem estresse.

Eu me aproximei dela e beijei o ponto bem debaixo da sua orelha. Ela suspirou. – Só íamos precisar fazer amor.

- E comer...

- E fazer amor.

- E ir ao banheiro...

- E fazer amor.

- E tomar banho...

- Esquece o lado prático das coisas. Só íamos precisar fazer amor e pronto. Quer algo mais perfeito do que isso?

- É típico de homem pensar algo assim. Como se fôssemos coelhos.

- Podemos ser o que quiser, mi estrella. Desde que estejamos juntos.

Ela abriu os olhos. – Eu senti mesmo sua falta, sabia.

Eu sorri para disfarçar que minha garganta formava um bolo toda vez que ela dizia aquilo. – Hum. Você me ama, Srta. Martínez. É o meu charme irresistível.

- Idiota. – ela segurou meu rosto e me beijou, então quase quando estávamos partindo para o round 3000 daquele dia, ela se afastou. – Com quantas mulheres você esteve?

Meu cérebro ainda estava um pouco afetado. - Hã?

- Com quantas mulheres você dormiu quando estávamos separados?

Eu franzi o cenho. – Como assim, Bella? Com ninguém.

Ela continuou me encarando nos olhos. – Eu não vou ficar chateada, Edward. Você pode dizer a verdade. Você tinha direito a...

- Eu estou dizendo a verdade. Por Deus, como eu poderia pensar em ficar com outra pessoa? Você esteve na minha mente 24h de todo o dia, Bella. Desde o segundo em que você jogou bebida em mim. – eu esperei, mas ela não disse nada. – Você não acredita em mim?

- Acredito... Edward, eu acredito. É só... Estranho, considerando tudo. Mas eu acredito em você.

- Não tem nada de estranho. Eu te amo.

- Eu sei. – ela deu um sorriso, no mínimo, bem convencido. – Vem cá.

Após alguns outros minutos de beijos, e mãos, e mais beijos... – Ei. Que horas são?

- O que importa, minha estrela?

- Não podemos pegar a estrada à noite. E se começar a nevar mais forte novamente?

- Mas já não estava resolvido que não iríamos embora?

Bella suspirou e me deu tapinhas na cabeça como se eu precisasse de cuidados mentais e ela estivesse com pena. – É uma bela fantasia, mas infelizmente não somos personagens de ficção. Temos que ir.

- Você me iludiu.

- Sim, eu sou uma péssima pessoa. – ela se levantou perfeitamente nua e passou uma mão no cabelo. – Argh. Que ninho de rato. A culpa é toda sua por não deixar meu cabelo quieto.

- Falando no seu cabelo, você já pensou no que eu pedi sobre...

- Não, Edward. – ela revirou os olhos, mas seus lábios se curvaram. – Eu não acredito que você me pediu mesmo aquilo.

- Eu sou homem. É uma fantasia já existente no nosso DNA. Mas... Já que você não quis me deixar feliz, vai ter que me dar um beijinho para me convencer a levantar daqui.

- Eu posso simplesmente pegar o carro e te deixar aí.

- Você não faria isso. Deseja muito meu corpo. – eu dei uma piscadela.

Ela balançou a cabeça. – Triste, mas verdade. Um beijo.

Sorri. – Aham.

Ela abaixou de novo e aproximou o rosto do meu. Eu segurei sua nuca e deitei por cima dela. Então a beijei.

- Eu devia saber melhor do que para acreditar em você...

- Sim, você devia. Mas admita, minha estrela, você sabia que eu disse um beijo, mas queria dizer uma rapidinha.

- Não há rapidinhas com você. Vamos acabar saindo daqui de noite.

Eu gargalhei, enfiei as mãos em seu cabelo e esmaguei a boca na dela. – Mi estrella, você faz os melhores elogios.

***

Saímos de lá de noite e embora Bella tenha reclamado a beça, estava com um sorriso no rosto. Um sorriso de sim-eu-fui-bem-fodida. Claro que, esse detalhe em especial eu não mencionei.

Apesar de eu ter feito vários comentários sutis a respeito, Isabella não me convidou para subir quando eu a deixei no hotel. Nem ao menos para ajuda-la a subir com sua mala. Obviamente que ela sabia que eu não sairia de lá se ela me deixasse entrar por qualquer motivo.

Mentalmente eu me questionei se aquilo não teria a ver com Jacob. Ela não havia dito nada a respeito dele e por receio de romper a paz, também não havia perguntado nada. Era difícil me controlar, mas eu queria crer que fosse realmente importante falar sobre a relação deles, ela me diria.

Eu quase não dormi na madrugada do domingo para a segunda-feira, mas eu acordei mais disposto do que tinha o feito em todos aqueles meses. A felicidade parecia ser mais potente do que qualquer energético.

Eu queria ligar para ela. Olhei para o celular na cabeceira antes de fazer qualquer outra coisa, mas sabia que ia ser grudento. Provavelmente eu iria acorda-la. Então eu ignorei o celular e segui para o chuveiro. Ao menos aquilo servia para exercer o meu autocontrole.

- Bom dia. – eu murmurei para o meu porteiro e coloquei um copo térmico de café em frente a ele. O pobre estava diariamente babando sobre o balcão quando eu saía para o trabalho. – Café. Fiz demais hoje.

- Puxa, obrigado, Sr. Masen! – ele declarou surpreso. – De bom humor? Quer dizer... Não que o senhor seja antipático nos outros dias, é só que...

Eu era muito mais do que antipático, ele estava até sendo gentil. Antes, se eu olhasse para ele em cumprimento, estava em um dos meus bons dias.

- Sim, eu estou de ótimo humor. O mundo voltou a ter cor.

Ele não pareceu entender nada, apenas assentiu e agradeceu outra vez. No mínimo achando que eu era maluco ou que eu tinha me dado bem na noite anterior. E não era verdade? Mas o que importava? Eu tinha Bella. Estava tudo bem. Parecia que nunca tinha estado ruim no geral.

***

- Minhas bolas numa frigideira!

Tão concentrado eu estava vendo as fotos da apresentação de minha estrela no notebook que não ouvi a porta se abrir. Com o meu comentário, levantei os olhos e encarei um Emmet boquiaberto parado na porta do meu escritório.

Imediatamente abaixei a tela. - Posso saber por que desejaria um destino tão cruel a si mesmo?

- O pessoal estava comentando como você chegou aqui assoviando hoje, mas eu não acreditei. Então entro aqui e aí está você interpretando o Curinga!

Por acaso com isso eu me lembrei de que tinha que parar de sorrir e cautelosamente mudei a minha expressão. - Se o pessoal estivesse mais preocupado em fazer seu trabalho e menos com meu humor, conseguíssemos algum progresso por aqui.

Emmet ignorou meu comentário e deu um passo para dentro da sala, encarando-me como se eu estivesse criando asas bem na sua frente. “Onde você esteve todo o final de semana? Fui até seu apartamento ontem e seu porteiro disse que você tinha saído na sexta-feira e estava sumido desde então.”

Eu me reclinei na cadeira e por mais que eu quisesse, não consegui me fazer ficar irritado pelo estar rastreando meus movimentos. Eu estava feliz demais para aquilo. Distraidamente eu peguei uma caneta no porta-objetos e comecei a rabiscar um papel.

- Por aí.

- Você está muito relaxado. - ele comentou, franzindo os olhos em suspeita. - Você andou comendo alguém, Edward?

- Da última vez que chequei eu ainda não tinha me transformado em um canibal, mas obrigado por perguntar.

- Você entendeu. - ele balançou uma mão e continuou me encarando com o cenho franzido.

Conformado que ele estava disposto a ficar plantado ali até se cansar, levantei e fui até o mini frigobar. Não é que eu quisesse manter algum segredo, mas não sabia em que pé estava com Bella ainda e não queria arriscar deixa-la desconfortável. Lancei um olhar desejoso para as garrafas Heineken, mas fui forte e peguei uma água ao invés.

Drinques só depois do expediente. Era minha primeira regra. O fato de terem poucas cervejas ali já dizia por si só quanto eu estivera fazendo hora extra no escritório nos últimos meses. Era irônico considerando que eu não tinha exatamente um patrão para impressionar.

- Você já saiu para almoçar? - eu perguntei e dei um gole na garrafa. - Podíamos ir agora.

- Almoçar? Definitivamente tem algo de muito errado com você. Até sua cor está melhor! Você não está mais parecendo um cadáver, Edward, é um milagre! Vamos louvar o Senhor.

Vamos louvar a senhora, pensei divertidamente.

- Não seja tão dramático. Vamos logo.

- A menos que fosse... Nah, você iria me contar se fosse algo tão importante assim. - ele cruzou os braços e me encarou ameaçadoramente. - Não iria?

Eu não pude conter o sorriso. - Eu nem ao menos sei do que está falando.

- Eu vou descobrir de um jeito ou de outro. - ele prometeu e então deu de ombros com um sorriso. - De qualquer modo, vamos aproveitar seu bom humor. Acho que sua felicidade garante que vai pagar uma bebida para mim depois do trabalho hoje.

Gargalhei por exatos dois segundos. - Não.

***

Eu liguei para Bella assim que cheguei a casa, mas ela ainda não estava no hotel. Meu ânimo diminuiu um pouco. Estava contando de convencê-la a ir... Conhecer meu apartamento. Talvez estender um pouco a visita pela madrugada. Eu tinha muita coisa a mostrar no meu quarto, afinal.

Sem mais opções a não ser esperar para ligar mais tarde, joguei-me no sofá depois de um banho com uma cerveja. Acho que foi a primeira vez que realmente comecei a me importar por meu apartamento ser tão... Depressivo. Ao menos, importar-me o bastante para fazer algo a respeito. Havia exatamente três cores distribuídas entre paredes, piso e mobília: preto, branco e marrom.

Dei mais um gole na cerveja, franzindo o cenho. Aquilo ia ter que mudar. O telefone tocou, despertando-me de minhas ideias e vi pela bina que era Esme.

- Oi.

- Meu filho, eu estava preocupada! Liguei para você o final de semana inteiro, onde você se meteu? Seu celular estava fora de área desde sexta-feira! Você trocou o número?

- Não, Esme. Eu simplesmente desliguei o celular.

- Oh. - ela ficou em silêncio. - Eu não queria me intrometer na sua vida nem nada, só queria saber como estava.

Percebendo que ela tinha ficado chateada, tentei me corrigir. - Não é nada com você, é que eu estava... Ocupado esse fim de semana e não queria falar com ninguém.

- Entendo.

Contive a vontade de praguejar. Por que as mulheres não simplesmente admitiam que estivessem magoadas ao invés de começarem com a brincadeira das monossílabas?

- Então... Como está Carlisle? 

- Ele está bem. Ele parece bem melhor desde que você veio aqui, na verdade. - ela declarou ansiosa, esquecendo-se de sua chateação. - Eu pensei que talvez... Você pudesse vir jantar aqui essa semana. Quando quiser. Seu pai iria gostar muito.

Eu hesitei com aquilo. Mas podia bem imaginar Esme apertando o telefone com força em apreensão. Os olhos dela pareciam aparecer em minha mente: esperançosos e relutantes.

Eu olhei para a cerveja em minha mão e decidi que precisaria de outra. - Tudo bem. Eu acho que... Vou poder.

Ela ficou tanto tempo em silêncio que eu achei que tinha desligado. Quando falou, sua voz estava estranhamente rouca. - Obrigada. Eu te amo, filho.

Não era a primeira vez que ela dizia aquilo, mas como sempre meu estômago parecia se embrulhar com as palavras. Eu sabia que Esme estava sendo paciente, o quanto era possível sendo ela, e eu também estava tentando. Algumas coisas nunca seriam as mesmas, havia passado tempo demais e vida demais para aquilo, mas eu sabia que podia fazer melhor.

- Hum, Esme... Eu queria te contar uma coisa.

- Mesmo? - sua surpresa era palpável. - O que?

- Esse fim de semana... Eu desliguei o celular porque estava com a Bella. Nós passamos o final de semana lá.

- Edward! Oh meu Deus, isso é maravilhoso! Eu pensei que você a levaria apenas para conhecer, mas... As velas ajudaram, não foi? - ela deu uma gargalhada.

Ela não podia me ver, mas ridiculamente eu fiquei constrangido. - Não acho que deva discutir esse tipo de coisa com você. Mas as velas ajudaram assim porque ficamos sem luz.

- Ora, que romântico!

Claramente Esme veria somente o lado lindo das coisas. Após alguns minutos de conversa em que ela insistiu saber detalhes os quais obviamente eu não dei, ela disse que tinha que desligar. Estava na hora de Carlisle tomar seus remédios.

- Ah... Tudo bem. Diga a ele que... - Diga a ele o que, Edward? Pigarreei. - Só deseja uma boa noite. Se precisar de alguma coisa, ligue, está bem? Dinheiro para os remédios, ou os médicos, ou... Qualquer coisa.

- Obrigada, filho. Estamos bem. - ela pausou e realmente suspirou no telefone. - Eu fiquei feliz por me contar sobre seu final de semana.

A cerveja tinha ficado quente.

Eu respirei fundo; talvez não fosse precisar de outra. - Eu também.

***

Eu não consegui falar com Bella na noite de segunda-feira, então terça eu fui atrás dela onde sabia que ia encontra-la. No prédio onde ensaiava. Eu sabia que tinha prometido a ela que não a espiaria mais, mas aquilo seria apenas uma despedida. E eu sabia também que, na verdade, o motivo maior de eu querer ir lá era para saber se a relação dela com Jacob havia mudado.

Justin – o segurança subornado – estava no mesmo lugar de costume e também como de costume, ele me lançou um olhar de acusação. Era engraçado que ele condenava os meus motivos, mas não o meu dinheiro.

Havia mais pessoas rondando pelo lado de fora do prédio do que de costume, então eu tive que esperar e ser mais cuidadoso até conseguir alcançar a janela de Bella. Tão preocupado eu estava olhando por cima do ombro, que apenas virei quando estava de frente da janela. E não enxerguei absolutamente nada.

Havia uma cortina ali. Uma cortina. Não tinha uma cortina ali antes. Encostei o ouvido no vidro e reconheci a música lá dentro. Eles deviam estar ensaiando o número da valsa. Quando eu ouvi passos, eu me afastei da janela e voltei até a entrada do prédio. Justin me encarou de soslaio quando parei ao lado dele.

- Colocaram uma cortina na janela. – eu anunciei como se ele fosse resolver.

- E daí?

- Como ‘e daí’? Não tenho visão raios-X, gênio.

- Você não deve ter sido tão discreto assim.

Eu praguejei quando lembrei que tinha contado a Bella. Ela devia ter pedido para que colocassem as cortinas como proteção. Afinal, se eu havia conseguido acesso, outro também poderia conseguir. Alguém não tão bem intencionado.

- Ah... Merda.

Bella estava atravessando os portões. Eu me afastei justamente na hora em que ela virou o rosto. Pela pressa, ela devia estar atrasada. Minha estrela mostrou o crachá para o Justin, que não se deu muito ao trabalho de olhar por já conhecê-la, então ela voou para dentro do prédio.

Aquela tinha sido por muito, muito pouco. Eu precisava encontrar alguma solução depressa. Não sabia quanto tempo eles iriam demorar, já que ela tinha se atrasado, e eu tinha prometido que iria à casa de Esme naquele dia. Pelo visto, eu também não conseguiria falar com ela de novo naquela noite. Não se ela chegasse novamente tarde ao hotel. Eu ainda nem sabia seus planos para o Natal. Eu ainda nem sabia se ela planejava passar comigo.
Ou com Jacob.

Eu precisava vê-la. Precisava falar com ela. Eu tinha que tirar minhas dúvidas. E não queria que ela pensasse que eu tinha sumido depois do nosso fim de semana. Mas obviamente que eu não poderia arriscar que ninguém me visse. Pense, pense, pense. Eu sabia que eles geralmente faziam dois intervalos durante o ensaio – ao menos naquele horário do fim da tarde. Bella já havia me dito que os ensaios eram durante todo o dia. 
- Eu preciso entrar. – eu disse ao Justin indicando o prédio.

Ele balançou a cabeça. – Lá dentro já é outro procedimento. Você tem que mostrar sua identidade além do crachá e assinar o caderno.

- O quê? Por que tudo isso?

- Eles estão sediando um concurso mundial, não é qualquer dancinha de salão. Eles precisam ser cuidadosos.

Eu arquei a sobrancelha. Ele pareceu entender a ironia da situação considerando que ele tinha quebrado as regras por dinheiro. Quantos mais como ele teriam ali?

O rapaz suspirou. – Você vai me arranjar encrenca.

- Isso deve resolver. – eu coloquei cem dólares na mão dele.

Justin olhou para o dinheiro, olhou para mim, olhou para o dinheiro, tornou a olhar para mim. Guardou a nota no bolso quando uma senhora se aproximou, lançando um olhar predador e demorado a mim enquanto mostrava seu crachá.

- Obrigada, Justin. – a senhora mostrou dentes que brilhavam tanto quanto os brincos em suas orelhas, mas ainda olhava para mim. – Quem é seu amigo?

- Ah... Ele é... Hum... O novo segurança, Sra. Montgomery.

- Que maravilha. – seus olhos brilharam mostrando que aprovava a ideia e eu pigarreei. Aquilo não estava me parecendo muito bom. – Admiro sua rapidez. Eu fiquei preocupada quanto aos rumores de que tinham espiões rondando por aqui. – ela colocou uma mão no peito como se a ideia lhe desse calafrios. – Mas por que ele não está usando um uniforme?

- Eu... Acabei de chegar, na verdade. – eu respondi quando Justin pareceu não ter o que dizer. – Ainda não peguei meu uniforme.

- Ora, que coisa. Eu levo você até lá. – Sra. Montgomery segurou meu braço e começou a me puxar para dentro com ela.

Quando eu lancei um olhar desesperado a Justin, ele deu de ombros, mas tinha um sorriso satisfeito nos lábios. Você quem pediu. Cerrei meus olhos. Eu tinha pedido uma solução e não mais um problema.

- Usando esse terno, você poderia se passar por um milionário, sabia. – ela manteve a mão em meu braço enquanto ria como se houvesse contato uma piada. – Com esse rosto, também. A sala de uniformes fica por ali.

Ela indicou um corredor escuro e deserto e para meu total desespero, ao invés de simplesmente deixar que eu seguisse meu caminho, ela continuou a me guiar com um sorriso no rosto. Cada vez para mais longe das vozes e das pessoas.

Deus do Céu, a mulher ia me molestar.

***

Eu só avistei minha estrela novamente quarenta minutos depois. Estava dividido entre tentar não ser visto e tentar despistar a senhora tarada. Era complicado com tanta gente passando para lá e para cá.

Ela e Jacob estavam com os outros participantes esperando do lado de fora de uma sala. Eles entraram após cinco minutos e saíram depois de quinze. Eu tinha varrido o local com os olhos buscando algum lugar em que pudesse falar com ela a sós e só tinha percebido a porta do banheiro.

Assim que eles começaram a sair, eu me aproximei o mais sutilmente que pude e esperei até vê-la. Eu tossi alto para chamar atenção, mas quem virou o pescoço foi Jacob. Abaixei a cabeça. Eles estavam seguindo de volta para a sala e sabe se Deus quando saíram. Pigarreei mais alto e dessa vez ela virou.

Ela franziu o cenho. Eu murmurei ‘banheiro’ e indiquei a porta com a cabeça. Não esperei para ver sua resposta porque não queria arriscar que Jacob me visse, apenas segui até lá e bati a porta. Um minuto depois houve uma batida na porta. Eu abri, segurei o braço dela e a puxei para dentro.

- O que você está fazendo aqui, Edward? Ficou maluco? Você prometeu que ia...

Eu a calei com um beijo. Encostei-a contra a porta e depois de alguns segundos de protesto, ela cedeu.

Sorri. – Oi.

- Você... – ela pausou para respirar e continuou. – ficou doido? Onde conseguiu essa roupa?

- Bem, isso não vem ao caso. Eu queria falar com você.

- Não conhece aquele aparelho mágico e prático chamado telefone?

- Por acaso sim. E por acaso eu tentei usa-lo, minha estrela, mas você não me atendeu.

- E por isso você precisa fazer todo esse alarde? – ela comentou agitada. – Você pode ser preso.

Contive minha risada. – Bella, eu não vou ser preso. E discutirmos isso é apenas uma perda de tempo.

Ela cruzou os braços, concordando ao menos com aquilo. – O que queria falar?

- Eu não sei quais são seus planos para o natal.

- Eu não sei, Edward. Acho que vai ter uma ceia no hotel ou algo assim. Ao menos eles estavam divulgando bastante. E eu acho que terá uma festa de natal aqui também, então eu não sei. Por quê? Estava esperando que eu te convidasse? – ela terminou com um sorriso.

- Não, eu só... – de repente eu achava que aquele banheiro estava muito pequeno. – Eu queria saber o que planejava, só isso.

- Mentiroso. Você estava esperando sim que eu te convidasse e estava com medo de não conseguir falar comigo até lá.

- Bella, minha estrela, não seja tão convencida. Além do mais, eu não sei exatamente em que pé nós estamos. Se... Hum... Você já contou para alguém que estamos juntos de novo.

Ela deu outro sorriso presunçoso e começou a ajeitar a gola do meu uniforme ‘emprestado’. – Se você quer saber se eu já contei pro Jake, por que não pergunta? Pouparia tempo.

- Pouparia tempo se você simplesmente me respondesse. – quando ela apenas arqueou a sobrancelha, eu grunhi. – Está bem, Bella. Você contou para o Jacob que voltamos?

- Não.

Eu já tinha minha resposta. Eu não ia insistir... Eu não ia insistir... – E por que não?

Ela sorriu como se a vida fosse uma comédia. – Acho que não tem espaço aqui para eu, você e seu enorme ciúme. Alguém vai ter que sair. – ela começou a gargalhar alto, aparentemente esquecendo que tínhamos que ficar quietos. Cerrei os olhos. – Tudo bem, eu vou parar. Eu não contei a ele porque a minha vida é exclusivamente minha e ninguém além de mim mantém um calendário sobre o que eu faço ou deixo de fazer.

- Mas você não acha que ele devia saber? – insisti mais uma vez.

- E por que ‘ele devia saber’?    

- Para que assim perca a esperança, é por isso. – respondi de mau humor.

Ela começou a rir de novo, provavelmente da minha cara como adorava, mas foi interrompida quando uma houve uma batida forte na porta.

- Tem alguém aí?

- Ah não. De novo não.

Bella me lançou um olhar curioso, mas não disse nada. Sra. Montgomery forçou a maçaneta, mas não abriu porque eu tinha trancado. Eu tinha que dizer algo ou do contrário ela acharia que tinha alguma coisa emperrando a porta e mandaria consertar. Ela parecia ser o tipo de pessoa que gostava de soluções imediatas.

- Sim... Tem gente. – respondi sinalizando para Bella ficar quieta.

- Ora, é você Edmund? Está tudo bem, é o novo segurança. – ela murmurou para alguém. – Eu vou espera-lo sair.

- Edmund? – Bella sussurrou, colocando a mão na boca para silenciar suas risadas.

- Shh. – coloquei a minha mão por cima da dela para abafar o som e seu corpo começou a sacudir. – Eu... Ah... Não estou passando muito bem. Talvez eu demore.

- Oh, pobrezinho. Está ruim do estômago?

- Sim... – eu murmurei um gemido bem pouco convincente e lancei um olhar furioso a Bella quando ela continuou a se sacudir rindo. – Talvez fosse melhor trazer umas velas para... Quando eu sair.

Bella engasgou com a própria risada e lágrimas começaram a sair dos seus olhos. Ela espremeu os olhos quando eu xinguei.

- O que foi isso? – ela perguntou assustada.

- Nem queira saber... – para soar mais convincente, eu estiquei o braço e acionei a descarga. – É melhor pegar as velas...

Aquilo pareceu funcionar, por que a mulher nem respondeu mais nada. Eu colei o ouvido na porta e apenas quando tive certeza que ela tinha embora, soltei Bella.

Ela estava vermelha e sem fôlego. – Você... Não... Existe.

- Isso não pareceu um elogio.

- Mas foi. Com certeza foi. – ela colocou as mãos nos meus ombros como se precisasse de apoio e me encarou. – Você quer passar o natal comigo, Edward?

A minha expressão deve ter sido resposta o suficiente por que ela deu outro daqueles sorrisinhos presunçosos. Então com uma rapidez surpreendente, ela inverteu nossas posições e me pressionou contra a porta.

- E então depois você me leva para conhecer seu apartamento.

Pelo tom que ela usou, decidi que o Papai Noel seria muito bom para mim naquele ano. Mesmo sem carta ou meia na janela.

Ho-Ho-Ho.

- Você não vai me ouvir reclamar da sua ideia, minha estrela.

- Ótimo. – ela se aproximou. – Agora mais um beijo e você se manda daqui. Tenho que voltar para o ensaio.

Sutileza, sutileza. Como eu a amava.


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